As duas pacientes receberam injeções em um dos olhos com cerca de 50 mil células do epitélio pigmentar da retina, tecido escuro que serve de suporte para as outras três camadas da retina.
Uma delas, de 70 anos, tinha degeneração macular seca, principal causa de cegueira nos países desenvolvidos. A outra, de 50 anos, sofria de uma doença chamada distrofia macular de Stargardt, que afeta pessoas mais jovens.
As células injetadas foram derivadas de uma antiga linhagem de CTEs. As pacientes receberam terapia imunossupressora leve para diminuir o risco de rejeição. De qualquer forma, o olho é considerado uma região imunoprivilegiada, pois a chance de o corpo combater o tecido transplantado é menor.
As duas mulheres apresentaram uma pequena, mas animadora, melhora. Os cientistas, no entanto, são cautelosos ao admitir que ela pode não ter relação com as células injetadas, mas sim com a terapia imunossupressora. Uma das pacientes, por exemplo, melhorou dos dois olhos (só um recebeu a injeção).
O importante dessa notícia é para os portadores dessa doença que desejam ser submetidos a esse tratamento. Até onde vai o nosso desejo de opinar sobre nossas vidas? Se existe uma luz no fim do túnel, porque não posso quer arriscar?
Autora:
*Adriana da Cunha Leocadio – Especialista em direito e saúde, Bacharel em Direito, Membro da Organização Mundial da Saúde (OMS).


