24/08/2012

Humanização no Centro Cirúrgico

 

RESUMO

            A enfermagem em centro cirúrgico é responsável pelo ambiente seguro e limpo. Sendo fundamentada em conhecimentos científicos, percebendo a importância de uma assistência completa e individualizada. A enfermagem contribuindo de forma esclarecedora aliviando a ansiedade. Humanizar o atendimento mostrando ao paciente que o mesmo não vai enfrentar esse novo processo sozinho. A humanização das unidades cirúrgicas pode estar ligada a atuação dos profissionais de saúde frente aos fatores estressantes, o cuidado de enfermagem é o ponto primordial que permite estabelecer relações que contribui para aliviar as fontes geradoras de stress. Concluindo que a humanização é um processo de construção gradual realizado através do compartilhamento de conhecimentos e de sentimentos procurando resgatar o respeito à vida humana envolvendo um vinculo entre quem cuida e quem é cuidado.

 

OBJETIVO PRINCIPAL

             O objetivo do artigo é trazer para o paciente em centro cirúrgico o atendimento humanizado. Avaliar o paciente como um todo, abordando suas dificuldades e tentando melhorar nosso atendimento perante o mesmo.

 

OBJETIVO ESPECÍFICO

            Oferecer melhor qualidade de vida ao paciente perante o stress da cirurgia visando a humanização.

            Minimizar, sua ansiedade, seu medo, ajudando e desvendando seus medos e mitos, proporcionando tranquilidade, fazendo-o perceber que não enfrentara esse novo processo sozinho.

 

 JUSTIFICATIVA

            A importância desse trabalho foi pra que possamos abordar da melhor forma possível a situação de como os pacientes estão perante ao ato cirúrgico, seu stress, a agonia, ansiedade, o que pensam a respeito do que esta passando com ele. A grande importância da comunicação para com os pacientes. E saber nosso correto atendimento para com os mesmos. Entendendo e utilizando em nosso dia-a-dia a humanização para comtodos os pacientes.

 

INTRODUÇÃO

            Desde os primórdios, a enfermagem em centro cirúrgico sendo responsável pelo ambiente seguro, confortável e limpo para a realização da operação, ate a década 1960 era predominantemente para a área instrumental, atendimento às solicitações da equipe medica as ações de previsão e provisão para o desenvolvimento do ato anestésico- cirúrgico, resumindo-se assim a assistência ao paciente cirúrgico.

            Após este período, houve um intenso desenvolvimento de técnicas cirúrgicas, instrumentais tornando as cirurgias cada vez mais complexa desencadeando no enfermeiro a necessidade de uma fundamentação cientifica que o embasasse e que lhe desse identidade.

            Pois esta unidade Centro Cirúrgicoé a unidade de procedimentos de alta complexidade, assumindo o enfermeiro não apenas fundamentação de conhecimentos científicos, mas contudo responsabilidade, habilidade técnica, estabilidade emocional, e acima de tudo ser uma pessoa humana e praticar a humanização entre todo e qualquer paciente/cliente.

            A atividade do centro cirúrgico é intensa e burocrática requerendo do enfermeiro tempo significativo, assim necessitando delegar estas atividades para ter tempo de cuidar integralmente do paciente que será submetido a um tratamento anestésico e/ou cirúrgico.

            Assim percebemos a importância de uma assistência completa individualizada, promovendo cuidado individual, pois cada paciente tem uma maneira de enfrentamento para o que esta passando e sentindo, compete à enfermagem contribuir de forma esclarecedora aliviando a ansiedade, através do conhecimento sobre o ato cirúrgico e de toda a equipe que vai estar presente no procedimento, não se esquecendo de apresentar-se e jamais deixar o paciente sozinho sobre a mesa, orientar sua equipe para que a mesma seja capacitada para jamais deixar o paciente sozinho na sala, pois pode ocorre o risco do paciente fazer uma queda.

            Através de uma equipe de enfermagem competente pode-se humanizar o atendimento durante o pré-operatório o transoperatório e o pós-operatório acompanhando-o desde a entrada até a sala cirúrgica e após da sala. Quando realizamos uma assistência de enfermagem individualizada e humanizada mostramos ao paciente sua importância e que ele não vai enfrentar sozinho esse novo processo em sua vida e ajudando com diminuição da ansiedade no pré-operatório.

            Pois humanizar a saúde é dar qualidade à relação profissional da saúde-paciente, é suportar as angústias do ser humano diante da fragilidade do corpo e da mente. a humanização da saúde pressupõe do ser, o respeito da individualidade e a necessidade da construção de um espaço concreto nas instituições com o proposito do atendimento ser humanizado, pois o cuidar humanizado implica, por parte do cuidador,  a compreensão do significado da vida, na capacidade de perceber e compreender a si mesmo e ao outro.

            Com isso os clientes/pacientes podem notar que a equipe de enfermagem humanizada é voltada para o ser humano como um todo e não como um leito, patologia ou instrumentais, respeitando-os com seus mitos e verdades e sempre chamar o mesmo pelo nome, ouvi-lo dar atenção, segurar sua mão na hora do ato anestésico pois coisas simples assim fazem toda a diferença.

            A enfermagem é uma profissão que busca promover o bem estar do ser humano, considerando sua liberdade, unicidade, e dignidade atuando na promoção da saúde, prevenindo as enfermidades, acrescentando que a atuação do enfermeiro no cuidado direto com o paciente em centro cirúrgico é peculiar, visto que tem que ser ágil, ativa e dinâmica, contemplando a complexidade das diferentes demandas, diferenciando o cuidado para que o paciente consiga atingir o mais breve possível as condições clinicas emocionais e sociais adequadas para sua alta hospitalar.

            Não se esquecendo da importância de apresentar-se para o paciente, apresentando a equipe e dialogando sempre com o paciente tentando diminuir o máximo sua insegurança o seu medo seu receio e fazendo com que esse paciente se sinta aconchegado, acolhido, protegido tendo a certeza de que não estasozinho enfrentando essa nova experiência em sua vida. Assim sentindo-se o enfermeiro a necessidade de prestar assistência mais direta e humanizada.

            Para Oliveira (2001, p.104).

                        “humanizar caracteriza-se em colocar a cabeça e o coração na tarefa a ser desenvolvida, entregar-se de maneira sincera e leal ao outro e saber ouvir com ciência paciência as palavras e as saliências. O relacionamento e o contato direto fazem crescer, e é neste momento de troca, que humanizo, por que assim posso me reconhecer e identificar como gente como ser humano”.

            Ainda Vila e Rossi (2002, p.17) descreveram que a:

                        “Humanizaçãodeve fazer parte da filosofia de Enfermagem. O ambiente físico, os recursos materiais e tecnológicos não são mais significativos do que a essência humana. Esta sim irá conduzir o pensamento e as ações da equipe de enfermagem, principalmente do enfermeiro tornando-o capaz de criticar e construir uma realidade mais humana”.

            Como acrescentaram Bediu et al. (2005), não é meramente uma questão de mudança do espaço físico mas principalmente uma mudança nas ações e comportamento dos profissionais frente ao paciente e seus familiares visto que a cirurgia é considerada um estressor de alto risco com varias consequências como morte, dor, desfiguração, prejuízos econômicos e alterações sociais do individuo (BORAH, RANKIN, WEY, 1999).

            A humanização das unidades cirúrgicas pode estar ligada a atuação dos profissionais de saúdefrente aos fatores estressantes. O cuidado de enfermagem é o ponto primordial das hospitalizações, por que permite estabelecer relações que contribuem para aliviar as fontes geradoras de estresse para os pacientes e familiares.

            O cuidador é aquele que ri e que chora, que zela pelo conforto, que age com carinho que conhece e reconhece a importância do ser humano. Que cria e reinventa as artes do cuidar gerenciando atitudes, transformando atos em fatos, com ação e muito amor no coração. Pois tocar é cuidar, e cuidar é tocar, saúde é valorizar a vida, caminhar direito sem perder o respeito ao ser humano.

            Acredita-se que a pessoa se recupera melhor da sua enfermidade estando em um ambiente agradável, aconchegante, onde se sente valorizada como pessoa. Pois quando se pensa em humanização, no campo da saúde de súbito vem à mente a instituição hospitalar como espaço adequado para o acolhimento das pessoas doentes, entende que hospital humanizado é aquele que em sua estrutura física e humana respeita a vida a pessoa humana garantindo-lhe um atendimento de elevada qualidade, o atendimento humanizado ao cliente deveria constituir uma decorrência natural do bom funcionamento e do relacionamento humano impregnado no todo que compõe a instituição.

            Os doentes precisam não apenas da habilidade dos outros mas também de sua humanidade, seu valor, sua compaixão, compreensão e até mesmo seu humor. Podendo ser bem transmitido pelo toque, o mais importante é saber que as pessoas geralmente tem necessidade de sentir que os outros acreditam nelas, que sua dor e sua fraqueza, bem como a coragem e força individuais, são percebidas e reconhecidas. As emoções não somente afetam o corpo como também é afetado pelas emoções o efeito do corpo sobre o estado emocional e familiar.

            A humanização vem sendo usada para designar varias ações que tornam o ambiente das praticas de saúde mais afáveis, a humanização refere-se a um movimento que vem ocorrendo há mais de dez anos de forma espontânea, como resposta a um estado de tensão, insatisfação e sofrimento. A humanização é o processo de transformação da cultura que reconhece e valoriza os aspectos subjetivos, históricos melhorando as condições de trabalho e a qualidade do atendimento por meio da promoção de ações tratando o semelhante de maneira humana.

            Utilizar a comunicação como meio mais eficaz favorecendo a interligação da humanização perante o paciente. Como evidenciam Lopes et al. (1998, p.60),

                        “a importância da comunicação é a explicação mais eficaz sobre os variados procedimentos, pois, além de promover maior grau de conhecimento e esclarecimento, favorece sentimentos de segurança e cooperação”. 

 

METODOLOGIA

            O objetivo desse trabalho foi levantar os principais artigos referentes a humanização em centro cirúrgico. Identificando sua necessidade e importância da mesma na enfermagem aplicando-a para com todos os pacientes. A necessidade de humanizar o cuidado frente aos avanços tecnológicos. E que humanizara assistência de enfermagem em centro cirúrgico é um desafio a ser alcançado.

            Pois o instrumento de coleta foi os vários artigos bibliográficos usando como palavras chaves: cliente cirúrgico, tratamento em centro cirúrgico, assistências humanizada, cuidados na admissãoe cuidado humanizado. Usando de base 9 artigos e 2 monografias. Mais 3 livros expondo o termo humanização.

 

CONCLUSÃO

            Concluindo que a humanização é um processo de construção gradual realizado através do compartilhamento de conhecimentos e de sentimentos, é como favorecer uma aproximação mais real do enfermeiro e do paciente.

            As ações de humanização englobam muitas e diversificadas praticas profissionais que vem sendo introduzida no tratamento das pessoas humanizadas, notando-se que o importante é respeitá-lo, escutá-lo, dar-lhes resposta, prestar-lhes atenção estar consciente de sua unicidade.

            Nas ações de humanização procuramos resgatar o respeito à vida humana envolvendo um vinculo entre quem cuida e quem é cuidado, o ato de cuidar é perceber o todo é enxergar de uma forma global, criativa e criadora, introduzindo cada vez mais o ato de viver no ato de cuidar

            Humanizar é adotar uma prática na qual o enfermeiro, o profissional que cuida da saúde e do próximo, encontrando possibilidade de assumir respeita ao próximo utilizando palavras simples, respeitando seu desejo e inquietações lembrando que se faz necessário humanizar a Ação para humanizar o ato de cuidar.

 

REFERÊNCIAS

 

Lopes A. M; Cruz M.J.R; CENTRO CIRURGICO, Ed 3°, 2002,Rio de Janeiro. Ed Mc Graw Hill.

Arruda. E.N; GONÇALVES. L. H.T; A ENFERMAGEM E A ARTE DE CUIDAR, Ed 3º, 1999, Florianópolis, revista

A ENFERMAGEM E A ARTE DE CUIDAR. Florianópolis: Ufsc, 10 fev. 1999.

INSTRUMENTOS BASICOS PARA O CUIDAR. São Paulo: Tanara Iwanow Cianciarulho, 01 fev. 1997.

O PACIENTE COMO SER HUMANO. São Paulo: Semmus, 01 fev. 1992

Bedin E; Ribeiro. L.B.M; Barreto. R.A.S.S; HUMANIZAÇÂO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRURGICO;disponível em http:/WWW.revistas. ufg.br/índex.php/fen; 20/03/2012.

Nascimento. L. J; HUMANIZAÇÂO DE ENFERMAGEM NO PERIODO PERIOPERATORIO E ESTRATEGIAS APLICADAS PARA REDUÇÂO DE ANSIEDADE. Batatais: Cuc, 2006.

Tenani.A.C; Pinto.M.H; A IMPORTANCIA DO CONHECIMENTO DO CLIENTE SOBRE O ENFRENTAMENTO DO TRATAMENTO CIRURGICO. São Jose do Rio Preto: Famerp, 2007.

 

 

Autora: Crislaine Aparecida Bianco Borato

 

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