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Você é a favor da eutanásia?

Tags: Enfermagem
Laiane Alencar
19/01/2011 01:01:26

Você é a favor da eutanásia?

17 Respostas:

  • Luisa Junges
    mais de 1 ano

    O exercício da atividade profissional de enfermagem, pauta-se pelo respeito à dignidade humana desde o nascimento à morte, devendo o enfermeiro ser um elemento interveniente e participativo em todos os atos que necessitem de uma componente humana efetiva por forma a atenuar o sofrimento, todos os atos que se orientem para o cuidar, individualizado e holístico.
    As necessidades de um doente em estado terminal, muitas vezes isolado pela sociedade, aumentam as exigências no que respeita a cuidados de conforto que promovam a qualidade de vida física, intelectual e emocional sem descurar a vertente familiar e social.
    Apesar desta consciência, lidar com situações limite, potencia um afastamento motivado por sentimentos de impotência perante a realidade. Este contexto agrava-se se o profissional de saúde (cuidador) for confrontado com uma vontade expressa pelo doente em querer interromper a sua vida. Como agir perante o princípio de autonomia do doente? Como agir perante o direito de viver? Perante este quadro, com o qual nos poderemos deparar um dia, há que ter um profundo conhecimento das competências, obrigações e direitos profissionais, de forma a respeitar e proteger a vida como um direito fundamental das pessoas.

  • Luisa Junges
    mais de 1 ano

    De acordo com o dicionário Houaiss, eutanásia é o “ato de proporcionar morte sem sofrimento a um doente atingido por afecção incurável que produz dores intoleráveis”. Daí, já se pode diferenciar a prática da distanásia, expressão relativa a uma morte lenta e sofrida, e da ortotanásia, vocábulo que representa a morte natural. A eutanásia suscita polêmica pelas mesmas razões que fazem do aborto um motor de calorosos debates: porque perpassa a bioética, e também a moral de cada um. Não há consenso a respeito da validade da prática nem mesmo entre os médicos, porque não há acordo a respeito do que sentem e pensam doentes em coma ou em estado vegetativo. Exemplo dessa dissintonia de opiniões é o caso Terri Schiavo, a americana morta por eutanásia em 2005 a pedido do marido. Ele se apoiava num diagnóstico médico segundo o qual Terri, que em 1990 sofrera uma parada cardíaca e ficara sem oxigenação no cérebro, já não possuía consciência. Os pais da paciente, no entanto, dispunham de outros laudos, que afirmavam que Terri tinha uma consciência mínima, e se opunham à sua morte. A Justiça dos Estados Unidos acabou dando ganho de causa ao marido. Os aparelhos foram desligados e ela morreu. Existem pelo menos quatro tipos de eutanásia, divididos em duas categorias: a voluntária e a involuntária, e a passiva e a ativa. Na eutanásia ativa, também chamada de positiva ou direta, o paciente recebe uma injeção ou uma dose letal de medicamentos. Conhecida ainda como negativa ou indireta, a eutanásia passiva foi a que matou Eluana Englaro, cuja alimentação foi suspensa. Aqui, o que conta é a omissão: o paciente deixa de receber algo de que precisa para sobreviver. A diferença entre eutanásia voluntária e involuntária está na participação do paciente. Numa, ele coopera, tomando parte da decisão. Na outra, a ação é praticada sem o seu aval ou mesmo sem o seu conhecimento. Uma outra classificação, que cruza fins e voluntariedade, divide a eutanásia em libertadora (aquela que abrevia a dor de um doente incurável), piedosa (aplicada a pacientes terminais e em estado inconsciente) e eugênica (do tipo que os nazistas praticavam para eliminar indivíduos apsíquicos e associais). As leis brasileiras sequer preveem a prática. A eutanásia não possui nenhuma menção nem no Código Penal Brasileiro, que data de 1940, nem na Constituição Federal. Por isso, legalmente falando, o Brasil não tem nenhum caso de eutanásia - quando algo semelhante acontece, recebe o nome de homicídio ou suicídio. Mas, de acordo com a interpretação que advogados e juízes venham a desenvolver, os artigos 121 e 121 do Código Penal podem ser empregados para fundamentar posições em relação à prática. O artigo 121 trata do homicídio qualificado, conceito que inclui a morte provocada por motivo fútil, com emprego de meios de tortura ou com recurso que “dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido”. Em todos esses casos, a pena vai de 12 a 30 anos de reclusão. O artigo 122 versa sobre o suicídio induzido, instigado ou auxiliado por terceiros. Embora as leis brasileiras não prevejam a eutanásia, ela pode ser definida como uma prática distinta do suicídio assistido, que é quando um paciente pede ele mesmo - e sempre de maneira consciente - ajuda para se matar. É este o caso abordado no filme Mar Adentro, de Alejandro Amenábar, em que o personagem vivido pelo ator Javier Bardem luta para obter o direito ao suicídio. O artigo do Código Penal Brasileiro que dispõe sobre o suicídio assistido, o de número 122, descreve-o como a prática de “induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça” e prevê de um a seis anos de reclusão, de acordo com os resultados (se lesão ou se morte) da ação. O artigo também prevê a duplicação da pena se o crime tiver motivo egoístico ou se a vítima for menor de idade ou com baixa capacidade de resistência. A Igreja é contra a eutanásia. A campanha da fraternidade lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 2008, “Escolhe, pois a vida”, se dirigia contra a eutanásia, bem como contra o aborto e a pesquisa científica com embriões humanos. Ao tomar parte do debate levantado pelo caso Eluana Englaro, o papa Bento XVI afirmou que a eutanásia seria uma “solução falsa para o sofrimento” (Veja Online).

  • Melissa
    mais de 1 ano

    Não sou a favor da eutanásia, não acho que o homem tem o direito de tirar a própria vida.

  • Daniela Melo
    mais de 1 ano

    Eu não tenho uma opinião exata sobre este assunto, acho que só teria exatamente caso isso acontece na minha realidade, nunca me deparei com um situação dessas, por isso não sei bem se sou ou não a favor.

  • Edilane Mousinho
    mais de 1 ano

    Eu sou sim, se o paciente está apenas respirando por aparelhos, e a família não aguenta mais sofrer tanto, acho que eutanásia seria uma solução.

  • Cícero Tavares
    mais de 1 ano

    Não, não, não!!

  • Micheline Mendes
    mais de 1 ano

    Sou enfermeira há uns 3 anos e já vivenciei em minha rotina de trabalho pacientes que vivem apenas por conta dos aparelhos, e vi o sofrimento dos familiares. É uma situação muito triste, mas não sou a favor da eutanásia não.

  • Élida de Sousa
    mais de 1 ano

    Sou sim!

  • Léa
    mais de 1 ano

    Acho que não temos o direito de escolher o dia q as pessoas devem morrer, isso é uma questão divina.

  • Élida Mota
    mais de 1 ano

    Sou sim!

  • Regiane lima
    mais de 1 ano

    Sou sim.

  • Edna Brito
    mais de 1 ano

    Eu sou sim, é muito triste vc passar por uma situação onde um familiar ou uma pessoa querida está doente e os profissionais de saúde, os hospitais investem as melhores coisas e nada traz ela de volta, vc cria uma falsa esperança. E o tempo vai passando, a esperança vai se acabando, termina que vc e todos ao seu redor vivem tristes, sofridos e por isso sou a favor da eutanásia.

  • Edna Brito
    mais de 1 ano

    Eu sou sim, é muito triste vc passar por uma situação onde um familiar ou uma pessoa querida está doente e os profissionais de saúde, os hospitais investem as melhores coisas e nada traz ela de volta, vc cria uma falsa esperança. E o tempo vai passando, a esperança vai se acabando, termina que vc e todos ao seu redor vivem tristes, sofridos e por isso sou a favor da eutanásia.

  • Patrícia Almeida
    há 7 meses

    Eu nao sou a favor nem contra a eutanásia.
    Mas contudo convém realçar que acho que a eutanásia não faz apologia á morte, mas sim a vida com dignidade e com respeito a vontade de cada um.
    Acho que deve ser praticada em certos casos,como em doenças crónicas em fase terminal e de grande sofrimento e quando pedido pelo próprio paciente e em doentes de paralisia profunda ou em estado vegetal que estão toda a vida a sofrer sem autonomia para nada.

  • Patrícia Almeida
    há 7 meses

  • Patrícia Almeida
    há 7 meses

    Eu nao sou a favor nem contra a eutanásia, depende da situação em causa.
    Mas contudo convém realçar que acho que a eutanásia não faz apologia á morte, mas sim a vida com dignidade e com respeito a vontade de cada um.
    Acho que deve ser praticada em certos casos,como em doenças crónicas em fase terminal e de grande sofrimento e quando pedido pelo próprio paciente e em doentes de paralisia profunda ou em estado vegetal que estão toda a vida a sofrer sem autonomia para nada. Estando os pacientes a sofrer e colocando toda a familía num sofrimento permanente sem terem nenhuma esperança para a sua recuperação, nestes casos sou a favor da eutanásia. Mas sou contra a eutanásia e acho muito desumano quando exercida sem consentimento do paciente. Muitas das vezes os profissionais de saúde são os próprios a incentivar os idosos a morrer para assim não lotarem asílios ou para não lotarem os hospitais.

  • Marcelo Sanches
    há 1 mês

    Depende muito do caso. Patrícia, parabéns pelo seu comentário.

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