Um produto esquecido, o óleo de amendoim começa aos poucos a voltar às prateleiras dos supermercados como uma opção saudável para ser usada de diversas maneiras na culinária diária. Rico em ômega-3, o óleo de amendoim pode, entre outros benefícios, auxiliar no controle do colesterol.
“O óleo de amendoim é rico em gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas e também em ácidos graxos, como o ômega-3”, explica Glaucia Figueiredo Braggion, pesquisadora da área de Nutrição da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). A ingestão desse tipo de alimento, aponta a especialista, pode ajudar a manter adequados os níveis de colesterol, uma vez que, após ser ingerido, ele participa da manutenção de níveis mais elevados de colesterol “bom” (o HDL) e ajuda também na redução do colesterol “ruim” (LDL).
Além disso, o óleo de amendoim é rico em vitamina E. “Esse tipo de vitamina do composto E é um potente nutriente antioxidante que é capaz de proteger o corpo dos danos dos radicais livres que causam o estresse oxidativo das células. Esses radicais livres estão associados à ocorrência de diversas doenças crônicas, e a inclusão de um alimento rico em vitamina E – como o óleo de amendoim – na dieta saudável pode reduzir esses danos e participar ativamente na prevenção de doenças crônicas como câncer e cardiovasculares”, diz Braggion.
Mas como todos os óleos e gorduras, o consumo do óleo de amendoim deve ser controlado. A introdução desse produto na alimentação pode ser feita por meio de saladas substituindo outros óleos ou azeites (afinal, uma variação nos temperos sempre é bom) ou nos preparos que envolvam fritura, pois o óleo de amendoim tem pouca troca de sabores com os alimentos durante esse tipo de processo de cozimento.
Controle os exageros
“O importante é utilizar óleo com moderação, de forma reduzida e introduzir esse alimento na dieta habitual e equilibrada”, aponta Braggion. A nutricionista afirma que não se deve consumir o óleo além do considerado adequado. E também cuidado com as “dietas da moda”, que costumam surgir quando um alimento é “redescoberto”.
“Usar óleo de amendoim como ‘suplemento’ alimentar não é recomendado. O limite de consumo de gorduras em uma dieta equilibrada gira em torno de 25% a 30% do total de calorias. Nesse conteúdo deve estar incluída toda a gordura naturalmente presente nos alimentos como carnes, leite e derivados, vegetais e alimentos industrializados, além, é claro, da gordura adicionada no preparo dos alimentos (para temperar, refogar e fritar)”, diz Braggion.
Portanto, é bom lembrar, sobra pouco espaço para o óleo vegetal utilizado no preparo de frituras e alimentos muito gordurosos. É preciso ter controle dessa ingestão e saber que todo exagero leva a problemas. As vantagens de qualquer alimento só são realmente positivas quando associados a uma dieta equilibrada e bons hábitos de saúde, como a prática regular de atividade física.
Fonte: O que eu tenho?


