De acordo com a diretora do Departamento de Atenção à Saúde Indígena, Irânia Marques, a ação visa um diagnóstico preciso em consonância com as normas e protocolos do PNCT, assim como o início imediato do tratamento dos casos positivos. “Estamos falando de uma população que desconhece os sintomas da doença, que é tosse por mais de três semanas e emagrecimento rápido. Dessa forma os profissionais farão avaliação clínica, exames complementares de diagnósticos. O tratamento é iniciado imediatamente e a cadeia de transmissão é interrompida”, destacou.
Para a chefe do DSEI Xavante, Castorina dos Santos, o trabalho visa priorizar também a identificação e a investigação dos contatos familiares de casos positivos e a busca ativa de sintomáticos respiratórios. Os profissionais de saúde farão o exame de cultura (pelo método Ogawa), a baciloscopia, o PPD (método auxiliar no diagnóstico da tuberculose para indicação do contato com o bacilo da tuberculose) e raio-X do tórax, na própria aldeia. O exame de cultura Ogawa e a baciloscopia são feitos a partir da amostra de escarro do paciente.
A DOENÇA – Importante problema de saúde pública, a tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. É transmitida pelo ar, quando o paciente tosse ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada (por mais de três semanas) com ou sem catarro, cansaço, emagrecimento, febre (noturna) e suor noturno. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global.
Fonte: MInistério da Saúde


