Uma experiência positiva durante o dia – um momento de felicidade
qualquer – ou um episódio de auto-afirmação, quando o indivíduo faz algo
para salientar sua opinião ou traço de personalidade, podem contribuir
para que alguns pacientes com doenças crônicas fiquem mais atentos às
decisões sobre a própria saúde.
A conclusão é de uma pesquisa feita com mais de 750 indivíduos em 3
estudos diferentes feitos em conjunto entre os Institutos Americanos de
Saúde (NIH) e a Universidade de Cornell, nos EUA, e publicados no periódico Archives of Internal Medicine.
Os principais autores da pesquisa, Mary Charlson e Willian Foley,
observaram com um mesmo tipo de intervenção, que consistia em encorajar
de diversas maneiras (incluindo scripts a serem seguidos) com que os
pacientes com doenças crônicas – asma, doenças coronarianas e pressão
alta – pensassem em momentos que os deixavam felizes todo dia pela
manhã.
Além disso esses pacientes eram ensinados a user esses sentimentos
positivos para pensar sobre seus afazeres diários que envolvessem
atividades que contribuiam para sua boa saúde (como fazer exercícios
físicos). Mesmo com as dificuldades que poderiam fazê-los desistir
dessas tarefas saudáveis, como em dias de chuva, os participantes do
estudo eram mais ativos que aqueles no grupo controle.
Esses participantes também aderiam mais aos tratamentos
medicamentosos e em outros hábitos que eram bons para sua saúde. No
grupo controle – e que não tinham nenhum tipo de acompanhamento ou
instruções a seguir – esses comportamentos eram menos intensos, quando
comparados ao grupo experimental.
E apesar de parecer algo pouco impactante à primeira vista, após o
período de um ano, os participantes de grupos de “emoções positivas”
eram mais ativos fisicamente (55% continuavam a se exercitar em
comparação a 37% do grupo controle).
No caso daqueles com pressão alta, a adesão ao tratamento
medicamentoso era maior também: apenas 36% seguia à risca os tratamentos
dados pelos médicos contra 42% do grupo experimental.
Fonte: O que eu tenho?